O papel dos pais para educar crianças mais saudáveis

Como ensinar os filhos sobre alimentação saudável e prática de exercícios? Comece dando um bom exemplo

Por: Maria Cecília Arra14/10/2020

papel dos pais para educar crianças mais saudáveis

Existe um equilíbrio muito delicado entre falar com as crianças sobre os aspectos de uma vida saudável e criar relações prejudiciais com comida e exercício na cabecinha deles. A preocupação com a saúde na rotina, a propósito, vem bem a calhar em um cenário em que a obesidade infantil tem status de pandemia – de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025, 75 milhões de crianças serão obesas no planeta. Por isso, conversamos com especialistas para saber papel dos pais para educar crianças mais saudáveis.

Você é o melhor exemplo que seu filho pode ter

As crianças têm hábitos mais saudáveis quando vêem seus pais cultivando boas práticas no dia a dia, diz o psicólogo Felipe de Souza Costa. Então, é de se presumir que expor os pequenos a escolhas alimentares mais inteligentes, por exemplo, exerça uma influência positiva neles. “Os pais são os personagens mais presentes. É natural que observá-los fazendo uma atividade física ou comendo de forma inteligente desperte a curiosidade. Assim como o oposto também é válido”, pondera o especialista.  

Por outro lado, transmitir preocupações puramente relacionadas à aparência, adotar dietas da moda – que promovem a perda de peso às custas da saúde no longo prazo –, glorificar ou criticar em excesso certos tipos de alimentos são comportamentos que passam longe do ideal. “Muitas vezes, os pais não se dão conta da mensagem que estão passando por meio de um hábito que já está no automático”, diz Deborah Moss, neuropsicóloga, mestre em psicologia do desenvolvimento pela Universidade de São Paulo. 

Por isso, tenha em mente que o seu exemplo repercute em escala proporcional na vida das crianças de quem cuida.

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Como incluir hábitos saudáveis na vida das crianças

Se você está na fila de pais que acham que seus filhos não comem bem/não se exercitam tanto quanto deveriam, saiba que pode lançar mão de estratégias reconhecidas por órgãos brasileiros para reverter esse cenário: consultar o Guia Alimentar para a População Brasileira, referência internacional para a promoção da saúde e indicador de políticas públicas, é um bom primeiro passo. Ele descreve as diretrizes dietéticas reconhecidas pelo Ministério da Saúde e pode ajudar os adultos a planejar refeições saudáveis ​​e balanceadas para as crianças. Entre as recomendações, estão a inclusão de mais alimentos frescos (frutas e vegetais) no prato das crianças. No sentido de promover uma vida menos sedentária, os pais devem , não só encorajar, mas integrar o movimento na vida cotidiana das crianças. Quer uma sugestão? Dê preferência aos lances de escada em vez de apenas apertar o botão do elevador.

Deixe os eletrônicos de lado

Já reparou como as características do ambiente onde comemos interferem na quantidade que ingerimos e no prazer com que desfrutamos da alimentação? O momento das refeições costuma ilustrar direitinho como ações impensadas podem atrapalhar a busca por uma vida mais equilibrada: celular sobre a mesa, tablet disputando espaço com o prato ou a televisão ligada. Para Deborah Moss, a forma como você oferece o alimento faz diferença. “É um mau exemplo oferecer recursos tecnológicos na hora do almoço ou do jantar porque comer sem prestar atenção não sacia”. Deixe os aparelhos longe e transmita o valor de compartilhar refeições adequadamente.

Nunca use práticas da vida saudável em contexto de vergonha ou como punição

Não critique o corpo de uma criança como forma de motivação para uma vida saudável – aliás, não faça isso com ninguém. É desse jeito que induzimos sentimentos de vergonha e insegurança nos outros. Sem contar que um “você engordou porque está sentado aí há um tempão e só come porcaria” manda para o espaço qualquer disposição para atividade física, não é?

No fim das contas, não estresse 

Prestar atenção ao gráfico de crescimento do seu filho é importante para garantir que ele esteja se desenvolvendo de maneira saudável em relação à idade; mas é igualmente importante se concentrar em criar uma criança saudável e feliz, ou seja, não se preocupar, apenas, com os números. Em todo caso, não hesite em conversar com uma equipe especializada: pediatra, nutricionista e educador físico.

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