6 benefícios de treinar na areia

Exercícios na praia são a maneira perfeita de (não) tirar férias da sua rotina de exercícios

Por: Maria Cecília Arra17/11/2020

Benefícios de treinar na areia

Você já parou para contar as vantagens de morar em uma cidade do litoral? Ou de tirar férias em destinos com praia? Uma dose extra de sol, mergulhos refrescantes no mar e, claro, exercícios na areia. Ok, sabemos que no auge do verão, os cochilos debaixo do guarda-sol parecem ser mais atraentes do que suar em roupa de banho. Mas, temos bons motivos para você repensar a preguiça de praticar atividade física durante os dias de folga, principalmente se puder desfrutar da companhia das ondas e dos coqueiros. Antes de arrumar as malas, vamos falar dos benefícios de treinar na areia.

1. Treinar na areia causa menos impacto para as articulações

De modo geral, a areia é mais gentil com as articulações de joelhos e tornozelos em termos de força de impacto. Isso acontece porque a maciez desse tipo de terreno acaba amenizando o choque do peso do corpo com o solo. Entretanto, treinar na areia não é à prova de lesões: há mais instabilidade, o que pode sobrecarregar algumas partes do corpo, como os próprios joelhos e tornozelos e até quadris e lombar.

2. Músculos e articulações trabalham intensamente para manter o equilíbrio

Quando comparado com a prática de exercícios indoor ou no asfalto, o treino na areia proporciona uma melhor propriocepção, um mecanismo involuntário de adaptação a situações diferentes. “Isso quer dizer que a areia aprimora a capacidade do corpo de reconhecer sua própria localização, força e a interação adequada de músculos”, explica o médico Gabriel Mendia, ortopedista da Clínica Personal Ortopedia.

3. A areia oferece mais resistência e turbina o treino

Um pequeno estudo realizado por pesquisadores australianos descobriu que a energia gasta em exercícios na areia é até 1,6 vezes maior do que em exercícios na grama, outra opção de solo que absorve o impacto. Embora a areia também tenha essa característica, ela exige que você se esforce mais em cada exercício que for realizar. 

Como os músculos precisam trabalhar mais para mantê-lo de pé, o resultado não poderia ser outro: queima calórica potencializada em um treino mais completo. “O corpo precisa se adaptar em todos os movimentos, para não perder equilíbrio. Com isso os músculos estabilizadores e os ligamentos são acionados”, diz Paulo Roberto Chertach dos Santos, educador físico do Smart Fit Coach (serviço de atendimento online semanal com personal trainer).

4. Ganhe força fazendo exercícios na areia

E não se limite aos exercícios aeróbicos – a mesma instabilidade que deixa corridas mais difíceis também torna a sessão de força mais desafiadora. “Atletas profissionais treinam na areia com o intuito de ganhar maior explosão de força”, comenta Gabriel Mendia. “O terreno instável gera um ganho de força muscular maior do que um treino no asfalto”.

5. O cenário

Na opinião de Paulo Roberto Chertach dos Santos, toda variação de treino é bem-vinda. “O mesmo treino feito em solos diferentes trará resultados igualmente distintos. Sem contar que a a bela vista da praia e o contato com a natureza ajudam a desestressar”.

6. Não interromper os treinos regulares durante as férias

A atividade física é, obviamente, benéfica para o metabolismo. Entre outros efeitos, ela protege: quando nos mexemos, nossas células e músculos precisam de mais energia, ou seja, mais glicose. O açúcar, que poderia permanecer na circulação, é gasto durante o exercício e até algumas horas depois. A longo prazo, essas condições ajudam o corpo a evitar o aumento do açúcar no sangue, brecando também a resistência à insulina e o diabetes tipo 2.

Mas, o que acontece quando uma pessoa decide aproveitar as férias e trocar o ritmo frenético da aula de HIIT pelo conforto de uma espreguiçadeira? Uma pesquisa envolvendo pessoas adultas que deram uma pausa nas atividades físicas indica que as consequências metabólicas podem ser persistentes, mesmo depois de retomada dos treinos regulares.

Nesse estudo, divulgado no periódico oficial da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, pesquisadores da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, pediram a voluntários saudáveis e ativos que passassem a se movimentar menos por duas semanas. Eles poderiam retornar à rotina de exercícios nas duas semanas seguintes e seriam monitorados por todo o mês.

Quase todos os participantes desenvolveram o que os especialistas chamam de “distúrbios metabólicos” durante as duas semanas em que privilegiaram o sofá. O retrato do metabolismo dessas pessoas ficou mais ou menos assim: níveis de açúcar no sangue mais elevados, sensibilidade à insulina diminuída, perfis de colesterol menos saudáveis e redução na massa muscular nas pernas.

A parte boa é que a maioria dos índices desregulados foi revertida à medida que a prática de exercícios foi normalizada – entretanto, por razões desconhecidas, alguns dos voluntários tiveram queda de performance e uma resistência à insulina maior do que antes. Na dúvida, em vez de tirar férias do treino, considere treinar na areia durante as férias. Depois de uma caminhada, você pode lagartear à vontade na esteira, tomar água de coco…

Bônus: cuidados para começar a treinar na areia

“Toda atividade física pode causar lesão se for feita sem orientação de um profissional de educação física”, alerta o coach Paulo Roberto Chertach dos Santos. Isso também vale para a atividade física na praia. Abaixo, listamos os cuidados que você deve tomar:

  • Musculatura em dia!
    Maneire nos primeiros treinos. “Com a grande ativação, alguns músculos podem não estar fortes o suficiente para aquela atividade”, lembra Paulo Roberto;
  • Na areia fofa, dispense o tênis
    Certifique-se de que o trecho da praia escolhido está obedecendo às exigências do seu treino e se há lixo no entorno;
  • Cuide-se!
    Não esqueça de beber bastante água e passar protetor solar. Ah, e procure a orientação de um profissional registrado no conselho de educação física.

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